Descoberta em 06 de Janeiro de 1502 (dois anos após o descobrimento do Brasil) pelo navegador Gonçalo Coelho que já havia batizado o Rio de Janeiro, que a princípio pensava ser um continente e ao seu leste, a desembocadura de um grande rio.
Nesta época a Ilha já era habitada pelos índios Tupinambás (1), que já chamavam a ilha de "Ipaum Guaçu" (Ilha Grande em Tupi). A nação Tupinambá habitava o litoral desde Cabo Frio (RJ) até Ubatuba (SP).
Entre 1554 e 1567 ocorre a revolta dos índios Tupinambás conhecida como a “Confederação dos Tamoios”. A revolta reuniu vários caciques do litoral norte de São Paulo (Bertioga) até o litoral sul Fluminense (Angra dos Reis), motivados ante aos ataques dos portugueses aliados aos índios Guaianases.
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Ilha Grande sempre foi um importante entreposto de exportação (ou contrabando) de pau-brasil, ouro, cana de açúcar e café, bem como esconderijo de piratas.
Em 1884 é construído o Lazareto (leprosário) na Vila do Abraão, um centro de triagem e quarentena aos passageiros das embarcações. E atendeu mais de 4000 embarcações em 28 anos de funcionamento. Mais tarde é transformado em presídio político.
Em 1903 é criado a Colônia Correcional de Dois Rios. Que em 1932 (revolução constitucionalista) recebeu os presos políticos do “Lazareto”.
Entre 1936 e 1937 a Colônia Correcional de Dois Rios recebe um preso político ilustre, o escritor Graciliano Ramos (2).
Em 1940 foi construído em Dois Rios o Instituto Penal Cândido Mendes.
Na década de 50 a Ilha Grande se volta à atividade pesqueira, chegando a ter 20 fábricas de sardinhas.
Atualmente um importante foco do turismo ecológico.
(1) Os índios Tupiniquins (ou Temiminós), inimigos dos Tupinambás, chamavam os Tupinambás de Tamoios, que significa “o avô, o mais velho, o mais antigo”.
(2) Graciliano Ramos morreu em janeiro de 1953 de câncer e teve seu livro “Memórias do Cárcere” publicado postumamente em abril de 1953, inacabado, sem o capítulo final.
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